
Evento contou com mais de 150 participantes nas palestras, 80 atletas no campeonato de surf, promoveu o plantio de 54 mudas nativas da restinga, retirou 172 quilos de resíduos da praia e contou com o apoio de mais de 30 instituições parceiras
A Vila de Regência, em Linhares (ES), foi palco, entre os dias 28 e 31 de maio, do 1º Festival de Surf e Ciência – Cultura Oceânica na Foz do Rio Doce, um encontro inédito que integrou surf, ciência, cultura, educação

iental e ações de restauração ecológica em um dos territórios costeiros mais emblemáticos do Brasil. Realizado na Reserva Nacional de Surf Regência, o festival consolidou a cultura oceânica como ferramenta de mobilização social e conservação ambiental.
Ao longo de quatro dias de programação gratuita, atletas, pesquisadores, estudantes, ambientalistas, moradores e visitantes participaram de competições esportivas, palestras, debates, atividades culturais e mutirões ambientais, fortalecendo o protagonismo comunitário e a conexão entre a conservação do oceano e o desenvolvimento local.
Campeonato trouxe o surf como instrumento de conservação
O campeonato de surf contou com a participação de 80 atletas, celebrando a vocação de Regência como uma das ondas mais tradicionais do país e um território reconhecido por sua importância para o surf e para a biodiversidade costeira.
A competição mobilizou os atletas para uma ação simbólica na restinga, com o plantio de 24 mudas de aroeira, contribuindo para a recuperação da vegetação nativa da região.
A realização do campeonato contou com o apoio de 30 instituições parceiras, demonstrando a força da articulação entre organizações da sociedade civil, poder público, empresas locais e iniciativas comunitárias.
Um mutirão de limpeza de praia, que contou com cerca de 30 voluntários, recolheu 172 quilos de resíduos, grande parte plásticos, em uma hora de atividade.
Na parte da noite do sábado, o festival mostrou a riqueza cultural de Regência, com o encontro do surf e do congo na apresentação da banda local Vampiros de Alexandria, além de surf music e forró.Ciclo de palestras e oficina aproximaram ciência, direito, educação e comunidade.
As atividades científicas e educativas reuniram 52 participantes no primeiro dia e 46 no segundo, com um público estimado de 70 pessoas por dia, promovendo debates sobre cultura oceânica, conservação marinha, sustentabilidade costeira, direito ambiental e governança participativa. As palestras foram viabilizadas com o apoio de 34 instituições parceiras.
Como desdobramento das atividades, foi realizado um mutirão de restauração ecológica com o plantio de 30 mudas nativas, entre elas aroeira, almescla, guapuruvu, bacupari e pitangueira.
Além das palestras e rodas de conversa, o evento contou com a oficina “Estratégias de implementação das RNS e gestão dos Ecossistemas de Surf no contexto de biodiversidade e clima” com o objetivo de fortalecer a implementação de políticas públicas que influenciam na reserva.
Um festival para fortalecer a cultura oceânica na foz do Rio Doce
A primeira edição do Festival de Surf e Ciência reafirma o potencial da Reserva Nacional de Surf Regência como um território onde esporte, ciência, cultura e conservação caminham juntos. Em uma região marcada pela reconstrução socioambiental e pelo fortalecimento da governança comunitária, o evento demonstrou como o surf pode atuar como plataforma para promover educação, restauração ecológica, valorização cultural e desenvolvimento sustentável.




