Surfistas da Praia do Francês celebram campeonato histórico e fortalecem a cultura local do surf

Surfistas da Praia do Francês celebram campeonato histórico e fortalecem a cultura local do surf
maio 5, 2026 Fernanda

Após anos sem competições na região, a Praia do Francês, em Alagoas, viveu um fim de semana marcante entre os dias 24 e 26 de abril. O 1º Campeonato da Reserva Nacional de Surf reuniu atletas, moradores e visitantes em torno de três dias de surf, encontros e ações coletivas que reforçaram a força da comunidade local.

Mais do que uma competição, o evento foi celebrado como um reencontro. Para muitos participantes, o campeonato trouxe de volta a energia das disputas e reacendeu o interesse de uma nova geração pelo surf. Ao longo dos dias, era possível ver crianças treinando na vila, inspiradas pelo movimento no mar e pela atmosfera do evento.
Para Antônio Rocha, morador do Francês e advogado, o momento teve um significado especial para a comunidade local.

“Ver novamente crianças pegando onda no Francês me deixa emocionado. Porque eu vi um vácuo de uma geração para a outra. E, depois que o projeto da Reserva foi efetivado, vimos várias crianças iniciarem no surf. Fez com que as pessoas quisessem reviver a cultura do surfe.”

O campeonato contou com 81 inscritos, distribuídos em 6 categorias, com 4 vencedores premiados em cada uma, movimentando o pico do Leprosário e reunindo diferentes gerações de surfistas em um ambiente de troca e celebração.

A abertura, realizada na noite do dia 24, reuniu cerca de 200 pessoas no Cine Vila, com a exibição de quatro curtas voltados à preservação do oceano. O momento marcou o início de uma programação que conectou esporte, cultura e consciência ambiental.

No sábado, a agenda foi além do surf. Um mutirão de limpeza de praia mobilizou 54 voluntários, que coletaram 51 kg de resíduos, reforçando o compromisso da comunidade com a preservação do território. A ação também abriu espaço para conversas sobre hábitos e responsabilidade ambiental entre participantes e moradores.

Ao longo de todo o evento, a integração com a Vila dos Pescadores foi um dos grandes destaques. O fluxo de pessoas movimentou o comércio local e aproximou ainda mais o campeonato da realidade da comunidade, fortalecendo vínculos e ampliando o impacto da iniciativa.

Com o envolvimento de 43 instituições parceiras e uma equipe dedicada à organização e operação, o evento evidenciou a capacidade de articulação local e o potencial das Reservas Nacionais de Surf como ferramentas de desenvolvimento sustentável.

Realizado como parte das ações do Programa Brasileiro de Reservas de Surf (PBRS), o campeonato reforça o papel da Praia do Francês como a primeira Reserva Nacional de Surf do Nordeste, conectando a prática do surf à conservação dos ecossistemas costeiros e à valorização da cultura local.

A equipe do PBRS aproveitou a ocasião para reunir-se com representantes da prefeitura de Marechal Deodoro e da Universidade Federal de Alagoas em uma série de agendas estratégicas voltadas à conservação costeira, políticas públicas e Soluções-baseadas na Natureza.

Mais do que os resultados dentro d’água, o que ficou foi a sensação de pertencimento, celebração e continuidade. Um movimento que aponta para o fortalecimento do surf na região e para a construção coletiva de um futuro mais sustentável para o litoral.

 

Fotos: Vitor Fior e Cláudio Neopiro

O Programa Brasileiro de Reservas de Surf (PBRS) foi idealizado e é coordenado pelo Instituto APRENDER Ecologia. A Conservação Internacional (CI-Brasil) é parceira estratégica por meio do projeto Ondas da Conservação. O PBRS também conta com o patrocínio nacional do selo Proteja sua Praya, da Cerveja Praya. O objetivo é fortalecer as comunidades locais das Reservas Nacionais de Surf na gestão, conservação e restauração de ecossistemas costeiros, a partir do esporte, cultura e economia local.

Sobre o Instituto APRENDER Ecologia
Fundado em 2000, o Instituto APRENDER Ecologia é uma associação civil com sede em Florianópolis (SC), que atua em redes colaborativas e com visão sistêmica, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Idealizou e coordena o Programa Brasileiro de Reservas de Surf, com a missão de reconhecer, valorizar e conservar ondas icônicas e seus ecossistemas de surf ao longo do litoral brasileiro. Em 2025, quatro praias brasileiras receberam o título de Reservas Nacional de Surf: Itamambuca (SP), Francês (AL), Moçambique (SC) e Regência (ES).

Sobre a Conservação Internacional (CI-Brasil)
A Conservação Internacional (CI-Brasil) é uma organização sem fins lucrativos que usa ciência, política e parcerias para proteger a natureza da qual as pessoas dependem para obter alimentos, água doce e meios de subsistência. Desde 1990 no Brasil, a Conservação Internacional trabalha em mais de 30 países em seis continentes para garantir um planeta saudável e próspero, que sustenta a todos. Mais informações: www.conservacao.org.br

Sobre Praya
Nascida em 2016 no Rio de Janeiro e inspirada no estilo de vida carioca, a Cerveja Praya combina refrescância, autenticidade e brasilidade em um portfólio que inclui a Praya Lager (sem glúten) e a Praya Clássica (à base de malte de trigo e de cevada). A marca integra o portfólio da Better Drinks e segue ampliando seu alcance pelo país. Praya é a primeira cerveja certificada B no Brasil e consolida seu propósito de impacto positivo com a plataforma “Proteja sua Praya”, que reúne projetos para conservar praias e oceanos em todo o país.

Sobre o Programa Brasileiro de Reservas de Surf
Lançado em 2024, o PBRS tem como missão reconhecer, valorizar e conservar ondas icônicas e seus ecossistemas de surf ao longo do litoral brasileiro. Foi idealizado e é coordenado pelo Instituto APRENDER Ecologia. A Conservação Internacional (CI-Brasil) é parceira estratégica por meio do projeto Ondas da Conservação. O PBRS também conta com o patrocínio nacional do projeto Proteja sua Praya, da cerveja Praya. O programa fortalece comunidades locais das Reservas de Surf na gestão, conservação e restauração de ecossistemas costeiros, mobilizando o esporte, a cultura do surf e a economia local como motores de cidadania ambiental e de desenvolvimento sustentável.